Passagem da Tocha impede que mãe leve bebê intoxicado ao hospital em SP

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Em um post que circula no Facebook, uma mãe relata os momentos de tensão que passou durante a passagem da Tocha Olímpica por São Paulo, na última segunda-feira (25/7). Isso porque naquele dia o bebê dela, de 11 meses, ingeriu um comprimido de Ritalina, indicado, geralmente, para quem tem déficit de atenção.



Desesperada, Fabiana Bach ligou para pediatras que mandaram ela ir correndo para um hospital com a criança. Como o hospital Albert Einstein era o mais próximo, ela não teve dúvidas e foi para lá. No entanto, qual não foi a surpresa quando descobriu o cruzamento de duas avenidas, a Ibirapuera e a República do Líbano, estava interditado por causa da passagem da Tocha Olímpica.

Imediatamente, Fabiana desceu do carro e pediu ajudar a agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que estava no local. “Pedi pelo amor de Deus que me deixassem passar, pois era uma emergência médica com criança. Expliquei desesperadamente que meu filho havia ingerido um comprimido tarja preta. Gritei e pedi pelo amor de Deus”, relata.
Pessoas que viam o desespero de Fabiana tentaram ajudar. “Os cidadãos que estavam ao redor e me viram com um bebê no colo e ouviram a reclamação começaram a pedir: ‘Deixem ela passar! É um bebê! Deixem ela passar!'”. O agente, no entanto, apenas dizia: “Não tem jeito, não! Por aqui não pode passar! Dê a volta por outro caminho”

Facebook/Reprodução

"Mesmo implorando pelo filho, o funcionário não autorizou a passagem. Dessa forma, ela tentou outro caminho, que também estava bloqueado pelo mesmo motivo. Sem ter para onde ir, ela desceu do carro e saiu com a criança nos braços passando pela multidão. “Em qual lugar do mundo um pedido de socorro, seja ele pela vida de um bebê, de um adulto normal ou de um idoso, é menos importante que passagem de uma tocha?”, desabafou.

O bebê está bem e foi submetido a uma desintoxicação por sonda de carvão. No entanto, a ingestão fez com que ele tivesse um pico de hipertensão. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não comentou a publicação de Fabiana.
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