Presos no Maranhão novos suspeitos de participar de quadrilha de clonagem de Whatsapp

Por G1 MA, São Luís 18/07/2018 20h09 Atualizado há 16 horas

A Polícia Civil do Maranhão prendeu na tarde desta quarta-feira (18), na zona rural da cidade de São Vicente de Férrer, Erick Raphael dos Reis Teixeira e Ivanilde Nogueira Amaral. Os dois estavam foragidos e são suspeitos de fazer parte de uma quadrilha especializada em clonar linhas de telefone móveis através do aplicativo Whatsapp e que fez autoridades dos Poderes Legislativo e Executivo como vítimas.


Erick Raphael dos Reis Teixeira e Ivanilde Nogueira Amaral foram encontrados no povoado Água Limpa, zona rural de São Vicente de Férrer (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

De acordo com a polícia, o bando clonava as linhas telefônicas, se passavam pelas autoridades e pediam dinheiro aos contatos salvos no chip. Eles alegavam que tinham seu limite de transferência bancário excedido e solicitavam que a pessoa da lista de contatos fizesse uma transferência complementar para uma conta dada pelo falsário.

Em alguns casos os golpistas encaminhavam boletos a serem pagos pelas vítimas, que acreditavam estar fazendo um favor. Os suspeitos clonaram os aparelhos da governadora do estado do Paraná, Maria Aparecida Borghetti, além de vários deputados federais, estaduais e Ministros de Estado.

Em março deste ano, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e o ex-ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social), todos do MDB, tiveram os telefones fraudados e pediram investigação policial sobre o caso.

Segundo os relatos dos ministros, mensagens foram enviadas aos contatos deles por meio do aplicativo WhatsApp com pedidos de depósitos bancários. A organização criminosa também aliciava laranjas para abrir contas e receber as transferências bancárias da lista de contatos das vítimas.

Outras prisões

A operação desta quarta (18) foi em continuidade da Operação Fraud, deflagrada na terça (17), e que prendeu em São Luís quatro suspeitos de integrar a quadrilha que aplicava golpes pelo aplicativo Whatsapp.

Dentre eles estava Leonel Silva Pires Júnior, que seria o chefe da organização. Segundo a polícia, ele teria utilizado a sua empresa para conseguir chips e trocar. Leonel cancelava o chip real e resgatava no chip normal.


Leonel se passou por político e conseguiu por meio do golpe um depósito no valor de R$ 70 mil. (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

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